As fissuras labiopalatais são causadas por diversos fatores e
se apresentam de diversas formas. Devido a ser uma condição tão complexa, existem
diversos tipos de classificação, mas as fissuras mais comuns são:
· Fissuras Labiais unilaterais,
completas e incompletas. (imagens)
· Fissuras Labiais bilaterais,
completas e incompletas. (imagens)
· Fissuras Labiopalatais unilaterais.
(imagens)
· Fissuras Labiopalatais bilaterais.
(imagens)
· Fissuras Palatais, completas,
incompletas, submucosas, úvula bífida. (imagens)
· Fissuras mediana e outras fissuras
raras. (imagens)
As causas são multifatoriais e incluem a hereditariedade
(herança genética), e os fatores ambientais que podem estar relacionados com
infecções, agentes químicos, fármacos (p.ex. isotretinoína), drogas (p.ex.
álcool, cigarro), vírus, toxinas ambientais e fatores nutricionais (p.ex.
desnutrição e deficiência de ácido fólico).
Os pacientes portadores de fissuras
labiopalatinas são indivíduos frequentemente marginalizados por crenças e
preconceitos em razão do aspecto físico que apresentam, agravado pelo
comprometimento da fala e, que não raras vezes, chegam a ser confundidos com
portadores de doenças mentais.
As consequências da malformação podem
causar dificuldades na alimentação e no ganho de peso, distúrbios de fala,
problemas na arcada dentária, na adaptação social e na auto-imagem.
O evento do nascimento de um filho
portador de deformidade facial congênita, como a fissura labial ou palatal, é
extremamente negativo e emocionalmente desgastante para a mãe e toda a família.
Isso ocorre devido ao impacto psicológico por ela sofrido, ao dar-se conta de
que seu filho não nasceu perfeito e belo como esperava. A aparência física é
extremamente valorizada, pois nas interações sociais, o aspecto externo de cada
pessoa é sua característica mais evidente. O nascimento de uma criança com
deformidade congênita se materializa numa frustração da realização de um desejo
materno e é, muitas vezes, sentido como uma inabilidade ou incompetência dos
pais em produzir um bebê normal.
No Brasil, há referência de que a cada 650 crianças nascidas,
uma é portadora de fissura de lábio ou palato.
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